Evangelho Feicebuqueano


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Qual é a visão que temos sobre aquilo que é gratuito e/ou público?

Pode ser que a imagem ao lado (ou acima, para os amigos que nos visitam com celular ou tablet) reflita apenas uma realidade de nações subdesenvolvidas, mas já tal manifestação reflete a alguma realidade, ela é real, apesar de ser parcial ou relativa.

Já frequentei banheiros públicos em condições parecidas com este da imagem ao lado (ou acima, para os amigos que nos visitam com celular ou tablet). Mas também frequentei alguns onde uma taxa de um real era cobrada e eles eram bem diferentes. Na verdade, eles eram como todo banheiro público deveria ser.

Trago em minha vida a consciência limpa de nunca ter cometido tal postura. Então pagar ou não pagar não muda em nada meu comportamento em um banheiro público.

Passando um pouco mais adiante, vemos a internet e as redes sociais. Nesse ponto, a gratuidade também aparenta facilitar a maior ocorrência de atrocidades.

A rede social de maior prestígio no momento é o Facebook. E, tal prestígio e adesão se deve pelo simples fato de ele ser gratuito.


Esta rede social contém, além de gente séria, pessoas que tem um péssimo português, pessoas enxeridas, fofoqueiras, invejosas e contenciosas.

A impressão que dá é que o gratuito não é muito bem usado por algumas pessoas. Por isso, muitas coisas que querem se manter sérias usam um preço como um agente inibidor e limitador.

Mas além do preço existe, também, lugares onde a concessão de um serviço gratuito se dá por meio de aprovação em um processo de seleção.

Poderíamos classificar os processos de seleção como classificatórios ou eliminatórios. 

Os processos de seleção classificatórios são aqueles onde um determinado número de pessoas que obtém melhores classificações são aprovados em detrimento das de menores classificações. Então ele serve só pra mostrar quais são os melhores da lista.

Já os processos de seleção eliminatórios são aqueles onde existe uma "nota de corte". Ou seja, independente de você estar na frente de outras pessoas, se você não atingir o mínimo estipulado você não entra.

Vejo que, nesse caso, o processo de seleção classificatório pode correr o risco de criar um nivelamento por baixo. Já o processo de seleção eliminatório demanda um requisito a ser cumprido. Com isso, a seleção se mostra mais verdadeira no segundo modelo.

No meio disso tudo entra o evangelho, e a igreja do Senhor manifesta nas assembleias locais. Apesar de seu caráter institucional, seu lugar de culto geralmente é livre. É bem verdade que a entrada e a permanência não observa fatores tão rígidos, já a filiação observa alguns requisitos.

Mas, apesar disso, ouvimos largamente o "Vem como estás". Lembro-me de um episódio que ficou conhecido como a "Bíblia da Gretchen", onde ela afirma que tem um versículo da Bíblia que diz: "Vem do jeito que você é (na segunda vez ela disse "do jeito você está"), e eu farei a obra.".

No episódio do Jovem Rico (também conhecido como o Mancebo de Qualidade) vemos um rapaz seguidor da lei que gostaria de saber com Jesus, o qual ele chamou de Bom Mestre, o que ele deveria fazer para herdar a vida eterna. 

Esse jovem seria um forte candidato nos nossos dias a ser visto como um excelente crente ou, até mesmo, um excelente obreiro. Mas a ele Jesus disse: "ainda te falta uma coisa". 

Jesus disse, em João 6:37, que ninguém que vem a ele é lançado fora por ele. Mas ele chama de "aquele que vem a ele" como alguém que é dado a ele pelo Pai. 

Com isso entendemos que a entrada no Reino se dá através da graça, embora não de graça (visto que Jesus a pagou com sua vida). Mas, apesar disso, tal entrada só se dá, de fato, a alguém que já tenha recebido um tratamento especial da parte do Pai.

É claro que o evangelho, apesar de glorioso, não tem se mostrado tão necessário às pessoas como a ida ao banheiro e, aparentemente, não tão chamativo e cativante quanto o Facebook. Isso por si só já tem ajudado o evangelho e a igreja do Senhor representada pelas assembleias locais a não se corromperem totalmente, embora a ordem de Jesus seja clara em fazermos discípulos para ele.

Por isso é importante que preguemos a palavra e convidemos e/ou até mesmo incitemos a muitos a se achegarem a Cristo. Mas precisamos, também, cuidar de não produzirmos uma leva de "convencidos" em vez de novos convertidos, o que poderia trazer corrupção ao evangelho e à vida da igreja.

Que resistamos à tentação dos números, que resistamos à tentação dos mancebos de qualidade, que resistamos à tentação das mega-igrejas e do crescimento exponencial, que resistamos à tentação de seguir a "bíblia da Gretchen".

Para isso devemos orar. Orar para que Deus realize o milagre do novo nascimento na vida de quem vamos pregar, orar para que Deus nos dê o discernimento, para que sejamos como Samuel no episódio da unção do novo rei. Onde, no começo, ele quase se enganou, mas recebeu a revelação de Deus a tempo.

Que ao olharmos os Eliabes possamos ouvir a voz de Deus nos dizendo: "Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração." (1 Samuel 16:7 - ACF)

Que a graça de Deus se apresente gloriosa e que venhamos dar o valor devido a ela. Que Deus nos livre do evangelho feicebuqueano, mas, antes, que o nosso evangelho seja o mesmo que o evangelho de Cristo, pois este evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Até a próxima!

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