Historia da Igreja - Inicio da Apostasia - Parte II


CELEBRAÇÃO AOS 500 DA ANOS DA REFORMA PROTESTANTE



INÍCIO DA APOSTASIA PARTE II

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A Propagação do Cristianismo em Jerusalém. O Cristianismo como realidade histórica surgiu definitivamente em Pentecostes, se bem que ao certo ela já estava organizada de forma embrionária durante o ministério de Jesus. O desenvolvimento começou com a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e com
a interpretação que estes fizeram depois da pessoa de Jesus com quem tiveram convívio durante o seu ministério. No Pentecostes os apóstolos tornaramse
e passaram a atuar como testemunhas de Jesus Cristo e do que Deus fizera com Ele. Eram Testemunhas, por exemplo, de que Deus o ressuscitou dos mortos.
Este testemunho dos apóstolos inicialmente era acompanhado pelas maravilhas com que Deus glorificou o Seu Filho.


Como resultado da obra do Espírito Santo nos apóstolos e do testemunho que estes deram de Jesus Cristo, surgiu em Jerusalém uma nova comunidade espiritual cujas características estão descritas em Atos 2:4247 e 4:3234. Os que creram em Jesus Cristo formaram esta Comunidade que foi denominada “Igreja”. A formação da Igreja era um movimento espontâneo, era fruto da sua experiência interpretada. Essa Comunidade é que mais tarde foi chamada Igreja de Cristo (Romanos 16:16). Esse nome estava em completo acordo com o testemunho essencial dos cristãos, eles testemunhavam da obra de Jesus em
favor deles, e de como o Jesus Homem, era o Cristo anunciado pelos profetas, eles anunciavam o Cristo que os tinha justificado pela obra na realizada e consumada na cruz. O testemunho dos apóstolos e o crescimento da Igreja inicialmente eram acompanhados pelos sinais operados por Deus como, por
exemplo, a cura do coxo junto à porta do templo, cuja finalidade era glorificar a Jesus Cristo. A Igreja cresceu até que a cidade de Jerusalém toda tinha conhecimento da doutrina sobre a salvação por meio da Justiça de Deus (Atos 5:28).

Os adversários admitiram que a causa do movimento estava no fato de que os discípulos haviam estado com Jesus (Atos 4:13). Isto revela que o que estava
em foco na pregação era a pessoa de Jesus que era o Cristo predito nas Escrituras Hebraicas. Inevitavelmente surgiu a oposição dos que eram responsáveis
pela crucificação de Jesus e de quem os discípulos testemunhavam que tinha sido ressuscitado por Deus. O Cristianismo histórico surgiu e propagouse como resultado  do  testemunho  que  os  apóstolos  deram  de  Jesus  Cristo.  A  Igreja  primitiva  era  espontânea  e  espiritual  e  não  um  efeito  de  atividades  de entretenimento para os membros, ou seja, a espiritualidade não era imposta por leis e mandamentos, mas por causa de vida de Jesus em cada membro. Sobre a atuação dos apóstolos, a narrativa era a seguinte: “E todos os dias, no templo (dos judeus) e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a
Jesus Cristo” (Atos 5:42) – Um destaque devemos fazer sobre esta passagem. Três palavras em destaques: templo, casas e ensinar. Os primeiros discípulos
não construíam templos, esta palavra é usada aqui para se referir ao grande templo dos judeus, o que nos leva a acreditar que a narrativa de Atos 5 está situada antes da destruição do Templo judaico no ano 70 d. C. O trabalho missionário era concentrado nas casas, pois as reuniões da igreja primitiva seguia
esse modelo, desde que eles acreditavam que não mais Deus habitava em templos feitos de mãos humanas (Atos 7:48 e 17:24) e a ênfase da atividade
missionária dos discípulos era o ensino, em especial anunciando a salvação provida mediante a fé em Jesus Cristo. O centro do movimento e das atividades
dos primeiros discípulos era Cristo. A expansão do Cristianismo em Jerusalém trouxe perseguição por parte dos adversários, que culminou com a morte de
Estevão. Em face das perseguições o Cristianismo passou a se propagar fora de Jerusalém e o nome de Jesus Cristo foi divulgado em toda parte.


 A propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria. Quanto ao destaque à pessoa de Jesus Cristo na propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria e na
obra missionária de Paulo até o final do período da história do livro de Atos, vamos mencionar apenas alguns exemplos desta propagação sem entrar em pormenores. Disperso devido às perseguições em Jerusalém, Filipe chegou a Samaria, e pregava ali a “Cristo”. Os samaritanos, que já conheciam a Jesus, ouvem agora de Felipe que esse Jesus era o Cristo. Depois disso, Filipe, divinamente dirigido, encontrouse com um etíope que, na sua viagem de regresso
para a sua terra, lia a Escritura Hebraica, e lhe ensinou a correta interpretação do texto da Bíblia, ou seja, fez uma exegese correta e anunciou “a Jesus”. Filipe ensinou sobre a pessoa histórica de Jesus como cumprimento da profecia que o etiope estava lendo. O etiope creu e se converteu. Na conversão de Saulo no caminho de Damasco aparece em grande destaque a ação da própria pessoa de Cristo glorificado junto a Saulo. Aparece a ele como “Jesus” histórico. Aparece também junto a Ananias instandoo para ir orientar a Saulo com referência ao que ele devia fazer. Logo depois, Saulo começou a ensinar em Damasco que Jesus era o filho de Deus. O que se vê nestes casos é o destaque ao ensino da fé, ensino centralizado na pessoa de Jesus como Filho de Deus. Igualmente,  também,  a  pessoa  de  Jesus  foi  o  ensino  ministrado  por  Pedro  na  casa  de  Cornélio,  quando  o  Cristianismo  transcendeu  as  fronteiras  da nacionalidade. Pedro fez um estudo de como Jesus de Nazaré, ungido de Deus com virtude, andou fazendo o bem (Atos 10:38) como fora crucificado e ressuscitado e como todos aqueles que aceitassem essa dádiva divina de salvação em Cristo receberiam a justificação. Este estudo bíblico sobre a ação salvadora de Deus em Cristo foi o ponto máximo no ensino de Pedro na casa de Cornélio quando o Cristianismo passou para o meio dos gentios. Notamos

que o Cristianismo se expandia como resultado direto do ensino das verdades bíblicas relativas a Jesus e não de programas que visam apenas divertir e entreter multidões.

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