As Controvérsias da Igreja e o Papado





SERIE CELEBRAÇÃO AOS 500 DA ANOS DA REFORMA PROTESTANTE


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As Controvérsias

A Primeira Controvérsia Apareceu por causa da doutrina da Trindade. O Presbítero
Ario de Alexandria defendia a tese de que Jesus era superior aos homens porém inferior
ao Pai, não admitia a existência eterna de Cristo. Seu principal opositor foi Atanásio
também de Alexandria afirma a unidade de cristo com o Pai e sua divindade.
Constantino não teve êxito em resolver a questão por isso convocou o concílio
de Nicéia em 325 AD onde a doutrina de Ário foi condenada.
A Controvérsia de Apolinário Apolinário era Bispo em Laodicéia quando declarou
que a natureza divina tomou lugar da natureza humana de Cristo. Este Heresia foi
condenada no Concílio de Constantinopla em 381 AD.
A Controvérsia de Nestor Nestor era sacerdote em Antioquia quando se opôs a
aplicação do termo " Mãe de Deus ", a Maria, afirmou que as duas natureza de Cristo
agiam em harmonia. No Concílio de Éfeso em 433 Nestor foi banido e suas obras foram
queimadas e aprovado o termo " Mãe de Deus "

CONTROVÉRSIAS TRINI-TÁRIAS E CRISTOLOGICAS

No fim do II Século e no III começam aparecer divergências de interpretação
dentro da própria Igreja. As três grande linhas de interpretação posterior (Ásia Menor,
Roma e Alexandria) já começaram aparecer nos pais apostólicos. Movimentos
gnósticos estão presentes em toda a Igreja no fim do II e início do III século. Só foi
possível contorná-los após a exclusão de seus grandes líderes. Com a ascensão de
Constantino, conhecido como o "imperador cristão", o palco estava pronto para uma
série de conflitos teológicos que duraria do IV até o VIII século. Estas controvérsias
começaram como discussão da relação de Jesus Cristo a Deus Pai e terminaram
tentando explicar a relação entre as duas naturezas de Cristo. As primeiras são
chamadas de "trinitárias"; as últimas, "cristológicas".

O Concílio de Níceia

Este concílio reuniu 318 bispos por um período de 3 meses para resolver as
diferenças entre Alexandre e Ário. Segundo Ário, presbítero de Alexandria, somente Deus Pai seria eterno não gerado. O Logos, o Cristo preexistente, seria mera criatura.
Criado a partir do nada, nem sempre existiria. O Cristo existiria num tempo anterior à nossa existência temporal, mas não era eterno. Por outro lado estavam Alexandre e o jovem Atanásio que afirmava que o Logos era eterno e era o próprio Deus que apareceu em Jesus.

Deus é Pai apenas porque é o Pai do Filho. Assim o Filho não teria tido começo
e o Pai estaria com o Filho eternamente. Portanto, o Filho seria o filho eterno do Pai, eo Pai, o Pai eterno do Filho.

A cristologia de Ário foi rejeitada pelo concílio de Nicéia afirmando que a igreja
acreditava em: "um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus; gerado do pai, unigênito da essência do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra; o qual , por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e encarnou e foi feito homem" "todos os que dizem que houve um tempo que ele não existiu, ou que não existiu antes de ser feito, e que foi feito do nada ou de alguma outra substância ou coisa, ou que o Filho de Deus é criado ou mutável, ou alterável, são condenados pela Igreja Católica".

Controvérsia Cristológica

A questão do relacionamento entre o Filho e o Pai foi resolvida em Nicéia.
Porém isto gerou novos questionamentos, agora em torno do relacionamento entre as naturezas humanas e divina de Cristo. Em geral os teólogos ligados a Alexandria salientaram a divindade de Cristo, enquanto que os relacionados a Antioquia, a sua humanidade, às expensas de Sua deidade. A controvérsia se iniciou no ensino de Paulo de Samosata, bispo de Antioquia. Este ensinava o que se chama de adocionismo ou monarquismo dinâmico. Jesus era um homem "energizado"pelo Espírito no batismo e assim exaltado à dignidade divina. Apolinário de Laodicéia foi o primeiro a negar formalmente que Jesus teve uma alma racional. No seu lugar estava o divino Logos.

O Concílio de Calcedônia (451) definiu a cristologia afirmando que Jesus Cristo
era: "perfeito em divindade e perfeito em humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, de alma racional e corpo, da mesma substância com o Pai segundo a divindade; e da mesma substância conosco segundo a humanidade, semelhante a nós em todos os aspectos, sem pecado, gerado do Pai antes de todos os tempos segundo a divindade...''


DE ROMA EM 476 AD ATÉ A QUEDA DE CONSTANTINOPLA, 1453 AD.* PROGRESSO PAPAL

O termo "papa", significa simplesmente "papai", sendo, portanto, um termo de
carinho e respeito, este termo era usado para qualquer bispo, sem importar se ele era de Roma. Como Roma era, pelo menos de nome, a capital do Império, a igreja e o bispo desta cidade logo se viram em posição de destaque.

Quando os bárbaros invadiram o Império, a igreja de Roma começou a seguir
um rumo bem diferente Constantinopla. No Ocidente, o Império desapareceu, e a igreja veio a ser a guardiã do que restava da velha civilização. Por isto, o papa, chegou a Ter grande prestígio e autoridade.

Porém, enquanto que no Oriente duvidava-se de sua autoridade, em Roma e
vizinhanças esta autoridade se estendia até além dos assuntos religiosos. Tudo isto nos mostra que em uma época em que a Europa estava em caos, o papado preencheu o vazio, proporcionando certa estabilidade.

O período de crescimento do poder papal começou com o pontificado de
Gregório I, o Grande, e teve o apogeu no tempo de Gregório VII, mais conhecido por Hildebrando. Hildebrando reformou o clero que se havia corrompido, elevou as normas
de moralidade de todo o clero, exigiu celibato dos sacerdotes, libertou a igreja da influência do estado, podo fim à nomeação de papas pelos reis e imperadores.Hildebrando impôs a supremacia da igreja sobre o Estado.

* ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO PAPADO*

A autoridade monárquica do papa, é fruto de um longo processo. De um bispo igual aos outros, o de Roma passa a ser o primeiro entre os demais e finalmente cabeça incontestável da Igreja. Vários papas de grande envergadura, dos quais devemos citar: Inocêncio (402-417); Celestino (422-432); Leão I (440-461); e Gregório I (590-604).

1. Até Constantino Os antigos autores católicos tenham insistido que a Igreja de Roma foi fundada por Pedro e que tenha tido uma linha de papas, vigários de Cristo, desde então. Oscar Cullmann, teólogo protestante, examina detalhadamente a questão de Pedro ter estado em Roma. Conclui que estava lá e lá foi martirizado. Nega entretanto que tenha fundado a Igreja ou passado seus direitos aos bispos subseqüentes.
A lista dos primeiros bispos consta destes nomes: Lino, Cleto ou Anacleto,
Clemente (91-100), Evaristo, Alexandre (109-119), Sixto I (119-127), Telesforo (127-138), Higino (139-142), Pio I (142-157), Aniceto (157-168), Soter (168-177), Eleutero(177-193). Estas datas são aproximadas e temos poucas informações do seu pontificado.

Vitor (193--202). Parece ser o primeiro a procurar estabelecer a autoridade papal além das fronteiras de sua igreja.
Cipriano. Bispo em Cartago durante o pontificado de Cornélio e Estevão, contribuiu bastante para fortalecer a autoridade do bispo de Roma. Defendeu as reivindicações petrinas (Mt:16:18) sem entretanto colocar o papa sobre os demais bispos.

Estevão (253-257). Procurou forçar as demais igrejas a seguir o costume romano quanto ao cálculo da data da páscoa.

Um outro elemento que contribuiu para fortalecer a posição de Roma neste
período foi a crescente prática das igrejas rurais ou de pequenas cidades serem
relacionadas a alguma igreja em cidade grande ou incorporadas num sistema diocesano. Esta prática começou no II século como resultado do sistema missionário das igrejas mães.


Gregório IV (827-844). Foi nos dias desse papa que apareceram falsos documentos a favor da prerrogativa papal. Gregório defendeu Roma contra os sarracenos.

Nicolau I (858-867). Ascendeu a cadeira papal num momento de agitação e desordens, aproveitando-se dos documentos falsos a favor da absoluta soberania e irresponsabilidade do papado, procurou firmar os direitos de supremacia do papa e de sua jurisdição suprema.

Adrião II (867-872). Trabalhou principalmente à sombra a influencia atingida pelo seu antecessor.

João VIII (872-882). O maior problema durante o papado de João VIII foi a ameaça sarracena, forçando-o a pedir ao novo imperador Carlos a sua proteção, mas Carlos e o papa aceitou o tratado humilhante com os sarracenos.

O período de 882 a 903 caracteriza-se pela torpe degradação do poder papal. O
poder papal enfraqueceu-se notadamente. As eleições pontifícias feitas nesse período são memoráveis pela torpeza que as acompanhou. O papa Formoso subiu ao poder em 891 e, dois anos depois de sanguinolento pontificado, morreu, provavelmente envenenado.

Estevão VI, foi aprisionado e morto. E depois foi eleito o Papa Marino, cujo
pontificado durou apenas meses. João X, feito papa, procurou abrogar os atos de Estevão, e de fato abrogou muitos deles. Leão V, depois de um breve pontificado, foi morto por seu próprio capelão seu sucessor, Mas ao assassino coube o mesmo fim trágico, decorrido apenas oito meses.

No período de 903 a 963 Com Sergio III, começa a influência perniciosa de uma
aventureira de alta linhagem sobre o governo papal. De 936 a 956 o papado esteve sob influência de Alberico que nomeou quatro papas. Um filho do mesmo, sob o nome de João XIII, assumiu o ofício papal sendo o seu pontificado havido como um dos mais imorais e licenciosos. Este papa morreu assassinado,Otão, O Grande, fez sentir a sua interferência no papado em 983, com a convocação de um sínodo para depor o imoral João XIII e substituí-lo por Leão VIII.

Durante este período, até 1073, foram nomeados vários papas e os imperadores ficaram no direito de nomear e controlá-los para evitar a dissolução completa do clero.

Hildebrando (1073). Foi inquestionavelmente o maior estadista eclesiástico da
Idade Media. Seu objetivo foi tornar um fato o domínio universal e absoluto do papado,e sua política subordinou-se completamente a este propósito. Este papa tomou o nome de Gregório VII.


Declínio do poder papal

Do século treze em diante começa o suave declínio do poder papal para o que
concorreram fatos e circunstâncias históricas diferentes.

1- Com o século XIII desapareceu completamente o gosto pelas cruzadas.
2- A corrupção constante na corte de Roma, o favoritismo e o mercantilismo que
presidiam as decisões do Papa e da Curia, igualmente estimulava a dissidência.
3- Á imoralidade dominava o clero.
4- A cadeira papal era objeto de ambição mais desenfreada.
5- A influência adquirida pelos franceses na Itália e Sicília após queda dos imperadores germânicos foi sobremodo prejudicial ao papado.

Bonifácio VII (1294-l303), subiu a cadeira pontifica no meio destas condições
tão favoráveis ao papado, mas sem se adaptar a elas conservou aquele espírito de arrogância e mandonismo, muito característico de seus antecessores.

Em 1305, foi eleito um francês, Clemente V, como papa. Este não foi a Roma,
mas estabeleceu sua corte Papal em Avignon e tornou se subserviente de Felipe rei da França.

 Aqui, ele e seus sucessores todos franceses serviram durante setenta anos. Tão
notório se tornaram as condições que os historiadores católicos estigmatizaram o período de cativeiro babilônico do papado.

Em virtude da presença da corte papal de Roma em Avignon, na França, a
Europa conseguiu muitas inimizades. O catolicismo dividiu-se, ficando uma parte com a França e outra com a Itália. Aparecem então dois papas um lançando maldições sobre o outro e cada qual julgando-se legitimo chefe da cristandade.

Em 1408, houve uma conferência em Livorno, entre representantes dos dois
papas e um ano depois reunia-se um concílio geral em Pisa. Discutida largamente a questão, ambos os papas foram declarados heréticos e excomungados. O concílio elegeu então a Papa, o cardeal de Milão que tomou o nome de Alexandre V.

A questão não ficou resolvida, pois, três papas levantarar-se disputando a cadeira pontificia, cada um formando em torno de si um considerado número de admiradores.

O pontificado de Nicolau V (l448-1455) foi notável, tendo sido construído nesse
tempo o Vaticano e a Basílica de São Pedro, considerados como duas magníficas obras de arte. Talvez nesta época tenha-se resolvido o problema dos três papas.

Inocêncio VIII (l484-l492). para melhorar a fortuna de seus filhos ilegítimos,
pelejou contra Nápoles e recebia tributo anual de Sultão, por manter seu irmão e rival na  prisão em vez de envia-lo como cabeça de um exercito contra os inimigos dacristandade.

Isto se deu numa época de ignorância, senão no período do renascimento
literário e quando a Europa tinha entrado numa era de invenções e descobrimentos destinados a transformar a civilização. O estado de desmoralização em que a Igreja Romana se achava na véspera da reforma era um fato geralmente reconhecido.

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