O Auge Do Poder Papal



o papado e seu poderio- igreja catolica romana



Os papas nem sempre tiveram o poder que detinham durante a idade média alta e baixa, nos primeiros quase quinhentos anos de história da cristandade
a igreja era controlada por bispos que na sua maioria não tinha a menor pretensão de ser o líder absoluto da igreja. Os primeiros vultos de tentativa de colocar a igreja de Roma como a chefe das outras surgiram a partir de 164 d.C. com Anicleto bispo da igreja de Roma, este queria que a data da celebração
da páscoa fosse mudada. A partir disso todos os bispos romanos seguintes começaram a requerer para si autoridade diferenciada, ou seja, mais poder que
os outros por estar na capital do império romano.
Foi somente em 455 que o bispo de Roma chegaria à liderança total da igreja sob o título de papa (pai). Com o apoio do imperador Valentiniano tudo ficara mais fácil para obter a supremacia, é claro que tudo não passava de um jogo de interesses já que a partir daí os cargos eclesiásticos eram de total influência na política.



A divisão do império e o feudalismo



Teodósio foi o último imperador a dominar sob o império em sua totalidade, pois o dividiu em dois formando o império do ocidente cuja capital era Roma,
e o do oriente com capital em Constantinopla, hoje Istambul.



Com a queda do império Romano ocidental em 476, ficaram ainda alguns fragmentos de seu governo em Roma, servindo de base para o desenvolvimento
do poderio papal que chega a seu auge com a virada do milênio.



A Europa sofria muitas dificuldades devidas tantas guerras contra os bárbaros que eram uma ameaça constante, o povo gemia diante dos reflexos de alianças feitas pelo clero e imperadores, o feudalismo desde o século IX dominava todo o continente e o povo era massacrado. A expectativa de vida era pequena demais devido o trabalho forçado, tantas doenças e pestes que assolavam o mundo da época, um homem morria geralmente por volta de 30
anos enquanto as mulheres não duravam nem isso, a cada 100 crianças que nasciam vivas 45 destas morriam ainda na infância, no entanto, o que pode parecer contradição, o crescimento demográfico começava a se avolumar, em 1050 o mundo tinha a média de 46 milhões de pessoas, duzentos e cinqüenta anos depois era de 73 milhões. Com este início de crescimento populacional se fez necessário um desenvolvimento de técnicas agrícolas para aumentar a produção e atender a demanda.



A evolução do papado



O papado vinha numa evolução de poder muito grande e chega ao início do ano 1000 com o papa Hidelbrando que defendia com todas as forças o
absolutismo papal, este trouxe ao papado sua “Idade Áurea” que durou de 1049 a 1294. Em 1054 acontece a divisão da igreja no chamado Cisma do oriente onde ouve a mútua excomunhão entre Miguel Cerulário e o papa Leão IX gerando o surgimento da igreja grega e a latina.



O novo milênio começara e logo nos seus primeiros séculos o mundo era dominado por papas terríveis, dentre os quais Inocêncio III (1198 a 1216) que se denominou “vigário de Cristo” e ainda disse: “todas as coisas na terra, no céu e no inferno estão sujeitas ao vigário de Cristo”. Crimes de simonia, que era
a venda de cargos eclesiásticos, prostituição, abortos, assassinatos, mentira, luxúria etc. são palavras que não conseguem descrever os feitos papais e de
seu clero.



O mundo poderia permanecer desta forma por muito tempo não fosse a determinação dentro de um propósito estabelecido por Deus sob os quais muitos homens levantaram a bandeira da luta contra todas essas forças opressoras, a terrível usurpação de poder do papado e toda forma de política que esmagava a minoria começaram a ser combatidas, já que todo o clero tinha os camponeses nas mãos devido pregarem todo tipo de “condenação vinda de Deus” a aqueles que tentassem desobedecer as sua ordens. Surge então movimentos mais tarde chamados de “Pré‐reformistas” que ascenderam uma chama em muitos corações que desejavam ardentemente por mudanças, libertação física e principalmente espiritual.


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